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Viajar de avião com crianças pode parecer uma conta complicada — e pode mesmo sair caro se você não conhecer as regras. Mas com planejamento, um pouco de estratégia e entendendo bem o que cada companhia aérea oferece, dá para economizar bastante e ainda garantir uma viagem muito mais tranquila para toda a família. Neste guia completo, você vai encontrar tudo: quem paga, quem não paga, quais documentos levar, quais são os seus direitos e como gastar menos na passagem das crianças.
Criança paga passagem de avião no Brasil?
Essa é a dúvida mais comum — e a resposta depende da idade. É importante saber que não existe lei federal no Brasil que obrigue as companhias aéreas a oferecer passagem gratuita ou com desconto para crianças. O que existe são políticas comerciais de cada empresa, orientadas pelas normas da ANAC. Por isso, as condições podem variar entre Azul, LATAM e Gol, e também entre rotas nacionais e internacionais.
De forma geral, as regras funcionam assim:
- Bebês de 0 a 23 meses (menos de 2 anos): em voos nacionais, a maioria das companhias permite que o bebê viaje no colo do adulto responsável sem pagar passagem — pagando apenas, em alguns casos, uma taxa de até 10% da tarifa adulta, conforme orientação da ANAC. Em voos internacionais, o percentual cobrado varia, mas costuma ficar entre 10% e 20% da tarifa base do adulto, além das taxas aeroportuárias.
- Crianças de 2 a 11 anos: precisam de assento próprio e pagam passagem normalmente. Algumas companhias oferecem tarifas reduzidas em determinadas rotas ou períodos, mas isso não é garantido — vale verificar no momento da compra.
- A partir de 12 anos: são tratadas como adultos na maioria das companhias e pagam o valor cheio da tarifa.
Atenção: mesmo que o bebê viaje no colo sem pagar assento, você precisa registrá-lo na reserva durante a compra da passagem, informando nome completo e data de nascimento. Sem esse registro, o check-in pode ser negado.
Regras por companhia aérea em 2025
Azul Linhas Aéreas
A Azul aceita bebês a partir de 7 dias de vida, mas recomenda aguardar ao menos 30 dias — e para bebês com menos de um mês, exige atestado médico liberando a viagem. Bebês até 23 meses viajam no colo gratuitamente em voos nacionais. A partir dos 2 anos, a criança precisa de assento próprio. A Azul também oferece franquia extra para equipamentos de bebê: carrinho desmontável, cadeirinha e moisés podem ser despachados gratuitamente, além da bagagem normal. O serviço de menor desacompanhado da Azul aceita crianças a partir de 8 anos, com custo adicional de R$ 250 por trecho.
LATAM Airlines
A LATAM segue a política padrão de bebês de colo gratuitos (ou com taxa mínima) em voos nacionais para menores de 2 anos. Em voos internacionais, o percentual cobrado varia conforme o destino e a tarifa escolhida. A LATAM também aceita o serviço de menor desacompanhado, com regras específicas de idade e procedimentos de check-in.
Gol Linhas Aéreas
A Gol permite que bebês de até 1 ano e 11 meses viajem sem pagar passagem em voos nacionais. Em voos internacionais, o bebê paga 10% da tarifa adulta. A empresa não transporta crianças menores de 8 anos desacompanhadas. Em caso de gêmeos viajando no colo, são necessários dois adultos responsáveis — cada adulto só pode carregar um bebê de colo.
Como registrar bebê de colo na compra da passagem
Na hora de comprar a passagem, ao selecionar os passageiros, procure a opção de adicionar um “bebê de colo” ou “infant”. Você vai informar o nome completo da criança e a data de nascimento. Nenhum assento adicional será reservado. Guarde o comprovante de compra e, no dia do embarque, leve sempre a certidão de nascimento original (ou cópia autenticada) para comprovar a idade da criança. Sem o documento, o check-in pode ser negado mesmo com a reserva feita corretamente.
Documentos necessários para viajar com crianças
A documentação é regulada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela ANAC — não pelas companhias aéreas. Fique atento às regras conforme o tipo de voo:
Voos nacionais
- Crianças até 5 anos: certidão de nascimento original ou cópia autenticada
- A partir dos 6 anos: documento oficial com foto (RG ou passaporte)
- Viajando com ambos os pais: apenas os documentos de identificação
- Viajando com apenas um dos pais: para menores de 16 anos, é necessária autorização do outro responsável com firma reconhecida em cartório, exceto quando o nome de ambos os pais consta na certidão e a criança viaja com um deles
- Viajando com parentes até 3º grau (avós, tios, irmãos): autorização dos pais com firma reconhecida, além do documento que comprove o parentesco
- Adolescentes com 16 anos completos até 17 anos: podem viajar desacompanhados com documento oficial com foto, sem necessidade de autorização
Voos internacionais
- Passaporte próprio é obrigatório para qualquer idade, inclusive bebês
- Para países do Mercosul (Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Bolívia, Colômbia, Equador e Peru): crianças podem viajar com RG original em bom estado e com foto recente, mas recomenda-se levar a certidão de nascimento junto
- Se a criança viaja com apenas um dos pais ou desacompanhada: autorização com firma reconhecida do outro responsável, em duas vias originais, é obrigatória
- Uma dica prática: é possível incluir a autorização de viagem diretamente no passaporte da criança durante o processo de solicitação ou renovação do documento — ela fica válida até o vencimento do passaporte
Seus direitos ao viajar com crianças
Muita gente não sabe, mas existem direitos garantidos para quem viaja com crianças pequenas — e conhecê-los pode fazer uma diferença real no dia do embarque:
- Assento ao lado do responsável: pela regulamentação da ANAC, a companhia aérea deve garantir que a criança e seu responsável viajem lado a lado, mesmo que as passagens tenham sido compradas separadamente. Esse direito não é o mesmo que escolha antecipada de assento (que pode ser cobrada à parte) — é a garantia de que vocês não serão separados no avião.
- Embarque prioritário: passageiros classificados como PNAE (Passageiro com Necessidade de Assistência Especial), o que inclui quem viaja com bebê de colo, têm direito à prioridade de embarque. Para garantir esse benefício, informe à companhia com antecedência — no momento da reserva ou até 48 horas antes do voo.
- Carrinho de bebê gratuito: o carrinho pode ser usado até o portão de embarque e deve ser despachado gratuitamente pela companhia, sem contar como bagagem despachada. Ele será devolvido no desembarque da aeronave.
- Amamentação a bordo: é um direito garantido por lei. Nenhuma companhia pode impedir uma mãe de amamentar durante o voo.
- Bagagem de mão: crianças que compraram passagem (a partir de 2 anos) têm direito à franquia mínima de 10 kg de bagagem de mão, independentemente da tarifa.
Dicas práticas para economizar na passagem viajando com crianças
1. Planeje a viagem antes dos 2 anos da criança
Se o seu filho tem 1 ano e 8 meses e você está pensando em viajar daqui a alguns meses, faça as contas: se a viagem acontecer antes do segundo aniversário, você economiza o valor de uma passagem inteira. Vale muito a pena planejar o timing com atenção, especialmente para viagens internacionais.
2. Evite as datas de pico
Férias de julho, dezembro e Carnaval são os períodos mais caros do ano para passagens aéreas. Se tiver flexibilidade, viaje nas semanas anteriores ou posteriores às férias escolares — os preços caem significativamente, os aeroportos ficam menos cheios e toda a logística de viajar com crianças fica mais tranquila.
3. Compare datas com um ou dois dias de diferença
Mudar a data da ida ou da volta em apenas um dia pode fazer uma diferença considerável no preço — e com crianças isso multiplica pelo número de passagens da família. Use o Google Flights com a visualização de calendário para comparar os preços dia a dia e escolher a combinação mais econômica.
4. Verifique a política de bagagem antes de fechar a compra
Viajar com criança quase sempre significa mais bagagem: fraldas, roupas extras, brinquedos, medicamentos. Comprar uma tarifa mais barata sem bagagem incluída e depois pagar pelo despacho pode sair mais caro do que uma tarifa já com bagagem. Faça essa conta antes de finalizar a compra — a diferença pode surpreender.
5. Use milhas para as passagens das crianças
Crianças acima de 2 anos pagam passagem como adultos — e isso pesa bastante no orçamento familiar. Uma boa estratégia é usar milhas acumuladas no cartão de crédito para cobrir as passagens dos filhos, liberando o dinheiro para as passagens dos adultos ou para acomodação e passeios. Programas como o Smiles (Gol), TudoAzul (Azul) e Latam Pass (LATAM) permitem o resgate de passagens para crianças normalmente.
6. Fique de olho nas promoções relâmpago das companhias
Azul, LATAM e Gol realizam promoções com duração de poucas horas que podem reduzir significativamente o preço das passagens — inclusive em datas futuras com antecedência. Configure alertas de preço no Google Flights ou no Skyscanner para o trecho desejado e acompanhe os canais oficiais das companhias. Aqui no Pensando na Viagem também reunimos as principais promoções assim que elas saem.
7. Prefira voos nos horários menos disputados
Voos muito cedo (antes das 7h) ou muito tarde (depois das 21h) costumam ser mais baratos porque são menos procurados. Para viagens longas com crianças, voos noturnos têm uma vantagem extra: a criança tende a dormir boa parte do trajeto, tornando a viagem mais tranquila para todo mundo a bordo.
O que levar na bagagem de mão para viajar com crianças
Uma bagagem de mão bem organizada é a diferença entre um voo tranquilo e um caótico. Separe antes de embarcar:
- Documentos da criança (certidão, RG, autorização se necessário)
- Fraldas em quantidade suficiente para o voo + atraso eventual
- Lenços umedecidos e trocador portátil
- Muda de roupa extra para a criança (e uma para você também)
- Mamadeira, chupeta ou lanche preferido — especialmente para a decolagem e aterrissagem, quando a sucção ajuda a equalizar a pressão nos ouvidos
- Brinquedos silenciosos: livrinhos de pano, massinhas, canetinhas e folhas, pequenos carrinhos
- Tablet ou celular com conteúdo baixado offline
- Medicamentos de uso contínuo e antitérmico
Perguntas frequentes
Criança de colo precisa de passaporte para viajar?
Para voos nacionais, não — a certidão de nascimento é suficiente. Para voos internacionais, sim: o passaporte é obrigatório para qualquer idade, inclusive bebês recém-nascidos. O passaporte infantil deve ser solicitado com antecedência na Polícia Federal.
Criança viajando com apenas um dos pais precisa de autorização?
Em voos nacionais, crianças menores de 16 anos viajando com apenas um dos pais precisam de autorização do outro responsável com firma reconhecida em cartório, salvo quando ambos os pais constam na certidão de nascimento e a criança viaja com um deles. Em voos internacionais, a autorização com firma reconhecida é sempre exigida quando um dos responsáveis não está presente. Consulte as regras atualizadas da Polícia Federal e do CNJ antes de viajar — as normas são revisadas periodicamente.
Com que idade uma criança pode viajar sozinha de avião?
Pela ANAC, crianças menores de 4 anos só podem viajar acompanhadas de um responsável. Entre 5 e 7 anos, cada companhia define sua política — a maioria não aceita menores desacompanhados nessa faixa. A partir dos 8 anos, as companhias aceitam o serviço de menor desacompanhado (UMNR), geralmente com custo adicional. Adolescentes com 16 anos completos já podem embarcar sozinhos com documento de identidade, sem precisar de autorização.
Qual a melhor companhia para viajar com crianças no Brasil?
Não há uma resposta única — depende da rota, do período e do preço. A Azul costuma ser bem avaliada pelo atendimento a famílias, pela frequência de voos diretos para destinos menores e pela política de bagagem extra para equipamentos de bebê. A LATAM tem mais opções internacionais e uma malha maior. O mais importante é comparar preços, política de bagagem e horários antes de decidir — e sempre verificar as condições específicas para crianças no site de cada companhia.
Conclusão
Viajar de avião com crianças exige mais planejamento — mas não precisa ser necessariamente mais caro. Conhecer as regras de cada companhia, aproveitar o período de gratuidade para bebês menores de 2 anos, escolher datas fora do pico, verificar a política de bagagem antes de fechar a tarifa e usar milhas estrategicamente são formas reais e comprovadas de economizar. E além do bolso, um bom planejamento torna toda a experiência muito mais tranquila para as crianças — e para os pais.
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